Uma declaração em cadeia nacional e pronto, um velho assunto, quase sempre tratado entre quatro paredes, vem à tona. Natália Casassola, 22 anos, modelo e ex-Big Brother, falou para quem quisesse ouvir: 'Na hora H, entre um tapinha e um carinho, prefiro o tapinha'. Levar ou dar umas palmadas é uma forma de realizar uma fantasia, dizem os especialistas. 'Todo desejo é natural desde que ele não tenha um caráter obsessivo. Cada pessoa tem uma vontade específica, que pode estar na fantasia de submissão ou de dominação, até na própria sensação de prazer que o tapinha possa provocar em cada um', diz a educadora sexual Maria Helena Vilela, diretora do Instituto Kaplan, de São Paulo.
Mas nem de longe esse tipo de comportamento pode se enquadrar na categoria de masoquismo, que ganhou esse nome por causa dos romances escritos pelo austríaco Leopold von Sacher-Masoch ainda no século 19, em que manifestava um erotismo dominado pela volúpia do sofrimento.
'Tapinhas não fazem parte do repertório do sexo baunilha', afirma Morgana Marone, 30, fetichista. Para quem não sabe, sexo baunilha é o tradicional papai-e-mamãe. Levando ao pé da letra a máxima de que 'quando um não quer, dois não brigam'. Confira o que Natália Casassola diz sobre o assunto..
Um tapinha não dói, mesmo?
Natália - Carinho a gente pede para o pai e para a mãe. Com o homem tem de ter um tapinha, uma puxada de cabelo.
Vocês já pediram para levar uns tapas, uns puxões de cabelo?
Natália - Sugeri que a gente fizesse alguma coisa diferente na cama. Ele cheio de carinho, achando que estava agradando, e eu querendo que ele me pegasse de jeito.
Precisa de intimidade ou dá para fazer logo na primeira vez?
Natália - As pessoas precisam se conhecer e saber o que a outra quer. Com intimidade tudo fica mais fácil.
Algum homem já pediu para levar uns tapas?
Natália - Geralmente eles não pedem, mas acho que gostam.
Vocês já ficaram com algumas marcas?
Natália - Ih... muitas. Agora mesmo estou com algumas. Não há como não ficar. Mordida e tapa na bunda deixam lembranças.
E se o parceiro quiser usar alguns acessórios?
Natália - Isso é fetiche de cada um. Comigo não rola. Esse negócio de amarrar, por exemplo, se fizer comigo eu mato. Me dá a maior agonia.
O sexo com carinho não tem mais vez, perdeu a graça?
Natália - Também é ótimo, desde que o homem não pense só nele. Quem é que não gosta de carinho e de palavras de amor?
Vocês acham que muita gente ainda pensa que a mulher que gosta de levar uns tapas é submissa?
Natália - Ser submissa na cama é uma coisa, fora dela é outra. E muita gente tem essa opinião porque nunca experimentou.
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