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Segunda-feira, 18 de abril de 2011 - 16h53 - Contigo

Padre Marcelo Rossi diz que foi vítima de boicote durante visita do Papa Bento XVI ao Brasil

Em entrevista à revista VEJA desta semana, o Padre Marcelo Rossi contou porque resolveu diminuir as missas que realizava para multidões. O stress já estava afetando a saúde do clérigo. ''Em 2007, às vésperas de completar 40 anos, concluí que precisava cuidar da saúde. O desgaste com a maratona de compromissos alterou minha pressão arterial. Tive picos de 19 por 16. Hoje, sou obrigado a tomar betabloqueadores para controlar a pressão alta''.

No início daquele ano, ele relembra que passou por um grande baque durante a visita do Papa Bento XVI ao Brasil. ''Eu tinha um sonho na vida: cantar para o papa na minha terra. Nunca escondi isso de ninguém. Mas me colocaram para fazer um espetáculo às 5h40 da manhã, no dia da cerimônia de canonização de Frei Galvão, no Campo de Marte, em São Paulo. Ou seja, em um horário em que não havia quase ninguém - muito menos o papa. Fui vítima de boicote''.

De acordo com Rossi, esse boicote teria sido feito por integrantes da arquidiocese de São Paulo e alguns organizadores da visita do papa ao Brasil. ''Eles capricharam na humilhação. Além de nos colocarem pra cantar de madrugada, eu e o padre Jonas (Abib, fundador da Comunidade Canção Nova) fomos barrados. Na entrada, fomos informados por um agente da Polícia Federal de que, com o nosso tipo de crachá, não teríamos acesso ao palco, mas apenas à plateia, apesar de escalados para fazer uma apresentação. Ficamos lá, esperando num frio danado, de madrugada, com a garganta doendo, até sermos liberados'', reclamou.

''Ser impedido de me aproximar do papa, de pedir sua bênção, me magoou profundamente. Faço tanto pela Igreja e fui jogado de lado'', desabafou o padre. ''Senti-me como Cristo no Horto das Oliveiras, quando ele se achou abandonado e pediu para afastar de si o cálice de sangue''.

Padre Marcelo também falou com a revista sobre a tristeza profunda que sentiu, Renovação Carismática, evangelização e até mesmo o assédio das mulheres. ''Algumas mulheres conseguem até o número do meu celular. Já alertei o Fábio (o padre-cantor Fábio de Melo) para que não deixasse de usar batina. E ele está usando, por acaso? Bem vê que eu não tenho influência sobre ele''. Apesar de estar sempre com a roupa dos sacerdotes, ele admite que tem uma vaidade: ''Só tomo o remédio finasterida, para não ficar careca. Um amigo me avisou que só tinha um problema: o medicamento aumenta o risco de importência. Para um padre que observa fielmente o celibato, não se trata de um problema''.


TAGs: padre marcelo rossipapa bento xvi ao brasil

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