fechar

Bookmark e Compartilhe

Imprimir

Quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 - 10h04 - Babado

Nana Gouvêa revela relacionamento homossexual e diz que prefere ser "suculenta"

A carreira de Nana Gouvêa vem de longa data. Modelo e atriz, ela sempre é atração quando toma sol nas areias cariocas ou quando mostra seu gingado nos ensaios das escolas de samba - em 2009, será rainha de bateria da Império da Tijuca, escola da zona norte do Rio.

 

Sempre atenciosa com o público, Nana concedeu uma entrevista aos internautas do Babado, na qual contou detalhes de sua carreira e vida pessoal. A modelo ainda revelou o segredo de seu corpo perfeito, soltou que já teve uma experiência homossexual, opinou sobre o fenômeno das mulheres-frutas e afirmou: “Gosto de ficar mais ‘suculenta’ do que magrela”. Confira!

 

Pedro Fazzioni: Gostaria de saber se você está negociando algum ensaio para alguma revista masculina. Quando seria? Tem vontade de posar nua novamente? Você pretende colocar novas fotos em seu site?

Nana: Olá Pedro! Estive sim conversando com as duas maiores revistas masculinas do Brasil, mas não chegamos a um entendimento a respeito do cachê, então deixamos pra conversar novamente no início do ano que vem. Quem sabe não é!? Quanto a ter vontade, pra te dizer a verdade, não tenho. Nas outras vezes, também posei sem vontade nenhuma, mas ainda sim fiz ótimos trabalhos, lindos e de bom gosto. Dá muita vergonha, constrangimento mesmo. Mas, como me dedico completamente aos compromissos que assumo, acabamos tendo resultados maravilhosos e, no fim, termino orgulhosa. Me preocupo para que os ensaios não fiquem vulgares e venho conseguido isso ao longo de minha carreira. Quanto a meu site, acabo adiando isso por falta de tempo, mas assim que possível providenciaremos novas fotos.

 

Fabio Barreto (Curitiba/PR): Eu gostaria de saber como você se sentiu quando posou nua para a Playboy. Teve vergonha no primeiro ensaio?

Nana: Oi Fábio, eu me senti como se estivesse fazendo um editorial de moda. Não tive vergonha. Eu era tão novinha que nem tinha noção do que estava fazendo. A vergonha veio com os outros ensaios, mas isso passa depois que a revista sai das bancas e o assunto esfria um pouco. Eu também gostei muito de todos os ensaios que eu fiz e as equipes são super profissionais e me deixaram tranquila e protegida. Então sempre correu tudo bem.

 

Patrick da Conceicao Vermil: Olá gostaria de saber como você faz para se sustentar fora da época do carnaval? Que tipos de eventos você faz?

Nana: Oi Patrick, veja só que ironia não é!? Pelo visto você pensa que eu ganho dinheiro com carnaval. Bem, posso te assegurar que você está enganado. O carnaval é um hobby, vou aos ensaios das escolas de samba e desfilo porque amo carnaval. Em 2009, serei Rainha da Bateria da Império da Tijuca, que desfila no sábado. Este desfile será transmitido pela CNT, por volta de meia-noite. Já para me sustentar, faço vários eventos ao longo do ano, além de atuar como atriz, já que tenho formação profissional para isso. Trabalhei em novelas e séries da Rede Globo, como “Porto dos Milagres”, “Carga Pesada”, “JK”, “Amazônia”, além de programas como o do Tom Cavalcante, do Didi e do Gugu. Trabalho também como modelo em desfiles, festas, faço presenças VIP... Enfim, trabalho não falta e eu me dedico muito a eles para me sustentar durante todo o ano.

 

Rafael Andrade: Você está atualmente namorando?

Nana: Oi Rafael! Não estou namorando, não tenho nem um paquerinha. Estou solteira de verdade há quatro meses. Aliás, não me lembro de ter estado tão solteira em nenhum momento da minha vida. E pra te dizer a verdade, estou muito bem assim. Gosto de ficar sozinha, mas isso não quer dizer que o meu príncipe encantado não possa aparecer de repente, não é?

 

Luiz Maria da Costa (São Paulo): Primeiro quero dizer que sou seu fã e acompanho sua carreira há muito tempo. Gostaria de saber qual foi a proposta mais indecente que você já recebeu em sua vida.

Nana: Oi Luiz, obrigada pelo carinho. Não costumo receber propostas, já que sempre o primeiro contato dos meus trabalhos é feito com a minha assessoria e só depois de filtrados é que tomo conhecimento. Então creio que, se houve propostas indecentes, não cheguei nem a ter conhecimento delas.

 

Denis Pinto Dias (Belo Horizonte/MG): Você aceitaria fazer um filme pornô? Já foi sondada? Se não aceitaria, qual seria o motivo?

Nana: Denis querido, não existe nenhuma possibilidade disso acontecer. Nunca chegou a mim nenhuma proposta pra isso, tudo o que se fala nesse sentido é especulação. Nunca expus minha intimidade, sequer apresentei algum namorado à imprensa, nunca fui nem vista aos beijos e abraços com homem nenhum. Sendo assim, jamais faria sexo com alguém para que os outros pudessem ver. Não mesmo! Sinto muito se deixo alguns marmanjos na vontade, mas essa esperança vocês podem perder. O máximo da minha intimidade que me permito mostrar é nas revistas masculinas. A minha vida particular continuará sendo preservada.

 

Luiz Antonio Barreto Silva (Salvador/ BA): Você é uma mulher bonita, bem resolvida, famosa e cobiçada. Como é lidar com isso tudo pra você? O assédio e as fofocas te incomodam?

Nana: Oi Luiz, obrigada pelos elogios! Mas, apesar de tudo, eu sou também uma mulher normal, como qualquer outra. O assédio dos fãs é sempre muito gostoso, já que fã é uma pessoa legal e que gosta de mim, portanto jamais pode me aborrecer. Ta certo que às vezes assusta sim. Já fui filmada por um fã, de madrugada, fazendo compras num supermercado praticamente vazio e achei estranho. Existem situações inusitadas que nos pegam de surpresa e dão um susto no primeiro momento, mas logo passa e tudo fica até divertido. Já fofoca é chato, mas faz parte. Eu tento não dar motivos para fofocas, pelo menos do tipo que fale mal de mim ou me envolva em situações nas quais eu não estou realmente envolvida, mas também não permito que me abalem. Na maioria dos casos, deixo de lado e esqueço.

 

Robson Gonçalves de Oliveira: Quero lhe elogiar pela sua beleza física e também pela sua simpatia com os fãs, que te adoram. É verdade que você já teve um relacionamento homossexual? Ela também era famosa? O que achou?

Nana: Olá Robson, na verdade eu tive uma experiência sim. Foi apenas pra ver qual era, se iria gostar ou não. Ela não é famosa, era uma amiga fofa, linda, nós duas éramos muito novinhas e estávamos sempre juntas, mas durou muitíssimo pouco porque eu não gostei da experiência e percebi que não levo jeito pra coisa. Eu gosto mesmo é de homem, e hoje afirmo com segurança que sou heterossexual.

 

Claudemir Paulino Dantas: Saiu na imprensa que você havia ficado com apresentador Silvio Santos em Las Vegas. Gostaria de saber se isso foi verdade ou foi só um boato.

Nana: Claudemir querido, isso foi só um lamentável boato.

 

Isaac Felipe: O que você faz para ter esse corpo escultural já que já passou dos 30? Tem alguma receitinha, teve que mudar seus hábitos?

Nana: Oi Isaac, obrigada querido! Eu malho, né! Já pratico musculação há uns oito anos mais ou menos, uso cargas relativamente leves pra não ficar muito musculosa e manter a feminilidade. Faço aulas de musculação na academia e, quando estou animada, encaro também um aparelho chamado Transport, que é a parte aeróbica do treino, que simula a subida de uma escada. Quando posso, malho todos os dias. Também faço uma dietinha sempre que percebo que estou mais cheinha. Afinal de contas, sou chocólatra e isso não é nada bom para a silhueta. Mas, por sorte, nunca gostei de bebidas alcoólicas e nem de gaseificadas. Também procuro dormir bem. O sono é essencial pra mim. Quando fico sem dormir, meu humor vai embora e só oito horas de sono me deixam feliz. Vou de vez em quando a um SPA para desintoxicar o organismo e perder uns quilinhos. Mas, o mais importante de tudo é o hábito da meditação que adquiri há um ano. Medito diariamente pelo menos por uma hora antes de dormir e isso sim faz toda a diferença.

 

Evaldiano de Souza: O que acha desse comércio que virou o posto de madrinha/rainha de bateria das escolas de samba?

Nana: Oi Evaldiano! Não posso dizer que haja um comércio... Eu sei que algumas escolas escolhem suas rainhas de acordo com a ajuda financeira que elas dão, e isso já acontece há muito tempo, mas outras não. Não critico a prática, acho que as pessoas têm o direito fazer o que quiserem com seu dinheiro. Mas não compactuo com essa atitude. Eu trabalho muito e meu dinheiro é conquistado com esforço e dedicação. Ao contrário do parece, não é fácil não. E não sou rica pra ter condições de bancar os valores que pedem, mas, mesmo que fosse, também não o faria. Pra mim, o carnaval não tem preço. É uma festa que eu amo e pretendo curtir por toda a minha vida. Eu respeito muito as comunidades que constroem o carnaval e reafirmo que nem todas as escolas comercializam o posto de rainha. Agora, cabe ao público tirar suas próprias conclusões.

 

Cristiane Carbonesi: Como foi a sensação de ser a rainha de bateria da escola de samba SAMUCA no carnaval de 2008 - da minha cidade, Rio Claro (SP)?

Nana: Oi Cristiane, foi ótimo! A cidade é uma graça, a escola linda e digna de desfilar no Carnaval Especial de São Paulo. O presidente e todos da diretoria, da escola e da bateria são pessoas agradabilíssimas. Eu fui recebida com muito carinho, o desfile foi bárbaro, realmente emocionante. Espero voltar em breve, estou aguardando contato. Muitos beijos a todos de Rio Claro e especialmente a todos da SAMUCA!

 

Juliana Pedroza (Rio de Janeiro): É verdade que você tem duas filhas já crescidas? Como foi dar à luz tão cedo e como fez para criá-las? Elas moram com você?

Nana: Oi Juliana, é verdade sim. Minha filha mais velha se chama Daphynie e tem 16 anos e a mais nova é a Angel, de 15 anos. Dei à luz Daphynie quando eu tinha 17 anos. Eu era casada com o pai delas e, logo que a Angel nasceu, eu me separei. É claro que foi difícil, mas eu tive de encarar. Como já tinha um histórico longo na carreira de modelo, na adolescência tentei voltar pra essa área, mas eu já tinha uma mentalidade diferente das meninas que modelavam e queria algo que fosse pra vida toda. Então, vim pro Rio pra fazer um trabalho curto, recebi convites pra outros trabalhos e acabei ficando por aqui até hoje. Na época, como eu dividia meu tempo entre o trabalho e a faculdade de Formação de Atores aqui no Rio, as bebês ficaram na casa dos meus pais, em Uberlândia. Eu nunca tive coragem de trazê-las pra morar comigo aqui no Rio. Quando elas eram muito bebezinhas, eu tinha pavor de deixá-las com alguma babá malvada e que minhas filhas fossem maltratadas enquanto eu estivesse fora de casa trabalhando. Depois, elas foram crescendo e se ambientando muito em Uberlândia e preferiram continuar morando lá com meus pais, o que eu acho bem sensato da parte delas. Lá é um excelente lugar pra viver bem e com segurança, além de terem minha família para apoiá-las todos os dias, coisa que eu, com minha vida cheia de viagens e trabalho, não faria tão bem quanto eles. Nós temos uma relação muito intensa, somos amigas, cúmplices, protetoras umas das outras. Mas, continuo aqui no Rio e elas lá. Passamos todas as férias juntas e também tentamos ficar juntas nos feriados prolongados ou quando eu estou com a agenda mais folgada.

 

Anderson Roberto Rodrigues (Porto Alegre): Como foi sua experiência na “Casa dos Artistas”? Toparia um novo desafio desses?

Nana: Oi Anderson, a "Casa dos Artistas" foi um trabalho diferente, mas me lembro da casa como quem lembra de um cativeiro. Eu não gostava de ficar lá dentro, me sentia presa, e presa com pessoas totalmente diferentes de mim. Não tinha nem assunto lá dentro e posso te garantir que é uma sensação horrível. Eu não faria de novo.

 

Anna Claudia Menezes: O que você acha do fenômeno das mulheres-frutas? Você já é bem conhecida faz tempo e nunca “saiu de moda”, acha que as frutas também vieram pra ficar?

Nana: Acho que a mídia sempre vai criar alguma novidade pra chamar atenção e vender seus jornais e revistas. Elas foram a novidade de 2008. Muitas moças por todo o Brasil sonham com a oportunidade de ficarem famosas, mas nem sempre sabem de que maneira conseguir isso. As mulheres-frutas vieram de um movimento cultural antigo e que já faz parte do Rio de Janeiro, que é o funk. Não sei se elas vão durar por muito tempo, no entanto o funk em si me parece bastante duradouro, pelo menos no Rio. Quanto a elas, só o tempo dirá. O futuro das mulheres-frutas pode estar nas mãos do público neste momento e, é claro, também no que mais elas vão nos apresentar daqui pra frente. De qualquer forma, acho ótimo que elas combatam a maldita ditadura da magreza, da anorexia. Nesse sentido, acho que fez bem para a auto-estima da mulher brasileira ver mulheres-frutas fazendo sucesso. Eu, pra te dizer a verdade, também gosto de ficar mais ‘suculenta’ do que magrela.

TAGs: nana gouvêaentrevista com nana gouvêpalyboy de nana gouvêa

Notícias relacionadas

Comentários Comente esta notícia

Deixe seu comentário