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Quinta-feira, 3 de setembro de 2009 - 15h32 - Contigo

Jornalista Fátima Bernardes: "Sou mais durona que Bonner"

 

Para comemorar os 40 anos do Jornal Nacional, da Rede Globo, completados na terça-feira (10), Fátima Bernardes, 46, lançou mão de sua vaidade e foi para o salão Studio Platine, no Rio de Janeiro, mudar o corte de cabelo. Lá, ela falou com exclusividade a CONTIGO! e revelou detalhes de sua vida ao lado do marido, William Bonner, 45, com quem está casada há quase 20 anos e com quem divide a bancada do JN. Fátima, como boa mãezona, também falou dos trigêmeos Laura, Beatriz e Vinícius, que têm 11 anos, praticamente o mesmo tempo que ela tem de apresentadora do telejornal de maior audiência no Brasil.

Você e William discutem muito o JN em casa?
Neste período, acho que a gente não está falando sobre outra coisa. Nós e toda a equipe, todo dia, temos uma reuniãozinha extra, temos muito detalhezinho para conversar. Mas, quando a gente chega em casa e encontra as crianças, muda logo o assunto. Elas querem contar coisas da escola, a nota que tiraram, temos de colocar elas para dormir...

Vocês já brigaram em reunião de pauta?
Já discutimos em reunião de pauta, sim. Às vezes fico contra ele, às vezes estou com ele. Mas as nossas reuniões parecem um show. William é bagunceiro com todo mundo, imita a voz das pessoas com perfeição. Quem o conhece sabe. Ele é bom chefe, mas é exigente.

Como é a intimidade no trabalho? Dá para dar um beijinho na bancada antes de começar o jornal?
Não! Quando tem câmera por perto, não rola nada, nunca. William é mais liberal nisso, eu sou mais fria, mais reservada, sou mais durona do que ele. William chora até vendo Doze é Demais, aquele filme com o Steve Martin. Eu chego, dou só um oi geral e muitas vezes nem consigo tomar um café com ele. A gente chega ao cúmulo de ir em dois carros separados para o jornal, porque geralmente ele vai mais cedo e sai mais tarde.

Teve receio de dividir a bancada com o William?
A primeira vez que dividimos a bancada foi em julho de 1989, no Jornal da Globo, e a gente nem se conhecia direito. Começamos a namorar em novembro daquele ano. E, três meses depois, casamos. Quando aconteceu a sucessão do JN, fiquei na dúvida se ia acontecer de não pensarem em mim porque William era meu marido. Mas acho que fui avaliada profissionalmente.

Vocês têm alguma concessão por serem marido e mulher?
Não. Todas as nossas negociações de trabalho são separadas. A única coisa que nós pedimos é para tirar férias juntos, é a única concessão. E também é legal não trabalharmos aos sábados.

Qual foi o seu pior momento no Jornal Nacional?
Foi uma vez que falhou o equipamento todo, ao vivo. Tenho um monitor na minha frente, vi que a gente estava no ar, mas não tinha som. Fiquei muda, não tinha o que fazer. Acho que foram os piores 15 segundos da minha vida.

Pior do que ter se sentido mal, com labirintite?
Ali foi a coisa mais inusitada que me aconteceu. Nunca espirrei, nunca bocejei, nunca tive soluço no ar. Mas tive uma crise de labirintite. Parecia que o mundo estava rodando muito devagar, fui rateando e deitei na mesa. Não dei conta. A gente sempre trabalha no limite, mas nunca imaginei que pudesse acontecer aquilo comigo, senão teria pedido substituição antes. Depois da escova japonesa, foi o meu segundo trauma (risos).

E como está a saúde agora?
Tive de fazer 500 exames. Voltei a ter umas crises depois, mas não tenho nada do início deste ano para cá. Está tudo normal comigo, graças a Deus.

Seus filhos assistem ao Jornal Nacional?
Veem, mas sem obrigatoriedade. É o horário que geralmente estão jantando, mas não é todo dia. Eles perguntam, tiram dúvidas e já foram muitas vezes à Globo, ver de lá.

Algum deles já demonstrou interesse em ser jornalista?
Uma vez, o Vinícius foi comigo à Globo, eu estava escrevendo uma notícia e ele falou: ''Mãe, você não diz que escreve para todo mundo entender? Não conseguiu''. Foi muito engraçado, bonitinho. Ele me chamou a atenção para uma coisa e eu até mudei o texto. Ele é atento. Mas nenhum deles disse para mim que vai ser jornalista. A gente brinca que a Laura deveria ser escritora. Ela escreve umas histórias muito legais.

Você vai para a próxima copa?
Estou animada em pensar que no ano que vem tem copa. Vou ficar muito feliz se tiver de ir, porque é muito bom, você se renova no trato direto com as pessoas na rua, e o que mais gosto de fazer é isso. Estou esperando. A gente não é da equipe do Dunga, mas fica todo mundo ansioso por essa convocação, você não faz ideia!


TAGs: william bonnerfátima bernardesrede globojornal nacional

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